Poetisa são-tomense Manuela Margarido morreu em Lisboa
A poetisa são-tomense Manuela Margarido morreu no sábado em Lisboa, disse fonte próxima da escritora, revelando que o corpo será trasladado esta segunda-feira para o Grande Oriente Lusitano, onde se realizará, pelas 14:00 horas, uma cerimónia fúnebre.
Maria Manuela Conceição Carvalho Margarido, morreu aos 82 anos, no hospital São Francisco Xavier, onde se encontrava hospitalizada.
A poetisa nasceu em 1925, na Roça Olímpia, na ilha do Príncipe, e desde cedo abraçou a luta pela independência do arquipélago e contra a repressão colonialista, denunciando com a sua escrita a miséria em que viviam os são-tomenses nas roças do café e do cacau.
Estudou Ciências Religiosas, Sociologia, Etnologia e Cinema na Sorbonne de Paris, onde esteve exilada. Foi embaixadora do seu país em Bruxelas e junto de várias organizações internacionais.
Em Lisboa, onde viveu, Manuela Margarido empenhou-se na divulgação da cultura do seu país, sendo considerada, a par de Alda Espírito Santo, Caetano da Costa Alegre e Francisco José Tenreiro, um dos principais nomes da poesia de São Tomé.
Entre outras funções, foi membro do Conselho Consultivo da revista Atalaia e do Centro Interdisciplinar de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa (CICTSUL).
Diário Digital / Lusa
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